Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Super-Chocolate


Comecei a fazer “chocolate” há alguns meses, depois de ter comprado cacau crú e lido artigos sobre os benefícios de chocolate negro – ou melhor, de cacau. Neste vídeo uma médica explica:


O meu chocolate é muito simples e rápido. Primeiro, derrete óleo de coco. Tem que ser de boa qualidade, por exemplo no Celeiro vendem óleo de coco extra virgem biológico. Ele também tem benefícios para a saúde. Depois, adiciona cacau cru em pó. Eu compro o meu no iHerb, neste momento utilizo este. Mistura, mas ainda não faça uma pasta muito espessa. Adiciona alguma coisa para adoçar como puré de banana ou mel. Podes também adicionar por exemplo sementes de cânhamo, coco ralado, “nibs” de cacao crú, amendoa ralado, pedaços de frutos secos... E um bocadinho de sal. Se for preciso, adiciona ainda um pouco mais de cacau. Depois, põe num prato (eu utilizo muitas vezes sacos plásticos finos) e na geleira. Porque têm óleo de coco, derrete rapidamente então é melhor guardar na geleira ou no frigorífico – para evitar isso é preciso utilizar manteiga de cacau.



Este chocolate fica amargo e tem um sabor muito forte. Assim evitamos comer muito, e o cacau ganha de novo o seu papel antigo: é algo precioso que não é para comer depressa em grandes quantidades. Por exemplo para a civilização Maya cacau era comida “sagrada”.

Terça-feira, 15 de Março de 2011

Algumas reflexões

Escrever um blog tem me feito pensar bastante nas dietas, na nutrição e no bem-estar. Tenho lido muito sobre nutrição, por exemplo. Livros sobre a indústria de alimentos, livros sobre aditivos, livros sobre comer ou não carne... O que me irrita é um certo “ocidentalismo” – os livros focam nas pessoas ocidentais (Europa & Estados Unidos). Pensamos quase só no que a comida nos faz, se nos ajuda a ficar magros, se nos ajuda a ser mais saudáveis, se nos ajuda a viver mais anos. Mas penso que devíamos também pensar no que a nossa comida faz ao meio-ambiente – ou até aos que produzem a comida. E é por isso também que pessoalmente prefiro produtos biológicos e de comércio justo, não só na comida, claro. É por isso que já não como chocolate de que gosto tanto – não encontro chocolate de comércio justo nas lojas (sim, sei que seria possível encomendar online). É por isso também que já não como carne e ultimamente deixei de comer peixe também. Gosto da carne, mas não tanto que a conseguia comer sabendo como é produzida (com a excepção de carne biológica). Penso que devíamos fazer parte da natureza como um aliado em vez de pensar que a natureza está aí para nos servir.

Também penso que os problemas que temos em relação à comida e à nutrição são “problemas de luxo”, não necessariamente criados por nós, mas pela indústria de comida (incluindo a agricultura). Ao mesmo tempo que nós tentamos perder peso e lutamos contra as doenças “ocidentais”, há muita gente que não tem suficientemente comida. Claro, comendo menos não podemos ajudar directamente a ninguém, mas penso que apoiando empresas “responsáveis”, comprando produtos biológicos e locais podemos, aos poucos, apoiar um crescimento sustentável que não só beneficiaria os países ocidentais. Assim também podíamos questionar o poder da indústria de alimentos e das grandes empresas que nós produzem a comida que nós faz mal – e muitas vezes esta é mais barata do que comida a saudável.

Por outro lado, penso que a nossa relação com os alimentos está tão complicada porque já não ouvimos o nosso organismo. Pensamos, analisamos e lemos, mas muitas pessoas perderam o contacto com o seu corpo – e não só porque a nossa alimentação actual tem como objectivo suprimir os “instinctos” porque é pouco nutritiva. Comemos demais porque o nosso organismo já não sabe dizer não – porque as comidas não têm muito sabor ou estão cheias de aditivos, como os produtos light. Tenho reparado que quando como de uma forma diversificada, não tenho muito apetite. E sou mais sensível aos sabores: um pedaço de um queijo bom sabe muito bem – mas se comer demais já não sabe tão bem. Também sei que depois de alguns dias a comer saladas fico com vontade de comer alguma coisa quente e/ou picante. Ou se ficar com vontade de nozes ou rebentos, é o meu organismo a “dizer” de que está a precisar (claro, isso talvez não seja sempre tão simples do que isso).

Penso que demorei quase um ano a aprender a comer bem. No início seguia uma dieta bastante rigorosa, como tenho contado. Nessa altura abandonei os produtos light, margarinas, alimentos processados e comecei a evitar hidratos de carbono. Acho que fez parte – foi preciso ser um pouco radical ou extremista para aprender e desenvolver também. Hoje-em-dia sei ouvir o meu organismo tão bem que sei quando chega de comer queijo ou pão (mas tem que ser integral, de preferência sem aditivos e ainda melhor, biológico, porque só assim o corpo “regista” o que estou a comer) e o meu peso já não muda e sinto-me saudável e forte. Também sei que acabo por variar a quantidade de gordura sem me aperceber – há alturas em que me apetece comidas com natas etc, e outras em que não. Antigamente tentava criar alguma rotina, agora penso que é melhor comer o que me apetecer e de uma forma mais diversificada possível. Também ajuda pensar na alimentação em periodos mais longos – por exemplo por algumas semanas apetecem-me muito saladas ou iogurtes ou ovos, e depois reparo que a fase está a mudar e apetecem-me outras coisas.

Também sinto um alívio porque a comida já não me controla. Não quero comer muito também porque fico cansada e não tenho tanta energia. Por outro lado, penso que se nutrir bem o meu organismo, não fico com fome tão facilmente mesmo se passar algum tempo sem comer e quando a fome chegar, não fico irritada ou mal-humorada como antigamente. Já não preciso de calcular calorias – só como o que me apetece. Mas é preciso ultrapassar os hábitos antigos para chegar a esse ponto.

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Emagrecer!

Como está a chegar a Primavera, decidi seguir o exemplo das revistas femininas e fazer um post sobre emagrecimento. Vou dar dicas práticas baseadas na dieta Atkins (recomendo leitura de livros do senhor para mais dicas) e na minha experiência própria porque já escrevi sobre os princípios por exemplo aquiaquiaqui. Entretanto, nem toda a gente precisa de um início radical. Eu precisei para ficar motivada – perdi 4 quilos durante as primeiras semanas (da maior parte era líquidos, claro!).

Este post é dedicado ao Robert Atkins, fundador da dieta Atkins. Porque? Porque mesmo não estando de acordo com tudo que faz parte da sua dieta, acho que ele começou um movimento muito importante que traz atenção não só na nossa dieta, mas também na indústria de alimentos. A dieta Atkins deve ser a dieta baixa em hidratos de carbono mais conhecida. Li muito sobre esta dieta no início da minha mudança radical, de que resulta por exemplo ficar no meu peso ideal sem problemas e sem fome, questionamento da indústria de alimentos e de cosmética – e um novo interesse na nutrição.

Antes de começar, também quero dizer que estou a falar nisso porque resultou comigo e sinto-me mais saudável do que nunca. Mas não sou médica, nem nutricionista. Então seguir esta dieta está na sua responsabilidade.

Como começar?
Estou a falar de duas primeiras semanas de uma dieta baixa em hidratos de carbono. É muito provável que depois das dificuldades iniciais vais sentir-te bem – e perder peso. Penso que funciona muito bem com pessoas que já experimentaram várias dietas diferentes, conseguem comer quantidades impressionantes de comidas cheias de hidratos de carbono, ficam com vontades de comer comidas doces e ganham peso facilmente. Para pessoas assim, como eu, é fácil ficar zangadas com o nosso corpo, que parece lutar contra nós. Mas não – nós é que não sabemos como tornar o nosso corpo nosso aliado. Não é por causa de falta de disciplina que engordamos, é por não sabermos alimentar bem o nosso organismo. Pode soar ridículo, mas durante estas duas semanas tenta aprender uma forma nova de ver o teu corpo, ele precisa da tua ajuda para ficar melhor. Se puderes, presta mais atenção do que normalmente na qualidade da comida, experimenta novos produtos (também de beleza por exemplo). É um novo começo!

O que comer?
- Vegetais e mais vegetais! Não gostas? Come com manteiga, com natas, com queijo. Vais aprender a gostar. Podes comer vegetais a vontade. Faz saladas, saltea misturas de vegetais em manteiga ou azeite, faz gratinados. Evita ou come poucas quantidades de vegetais “doces” como cenoura e evita feijão – contem mais hidratos de carbono do que outros vegetais.
- Gordura! Nozes, queijos, abacate, carne e peixe gordurosos, natas (com moderação), queijos... Porque? Está explicado aqui e aqui.
- Proteína! Mas não exagera. Quanto? Está explicado aqui. Boas fontes de proteína são por exemplo carne (se puderes, compra carne biológica – até se quer dizer que vais comer menos carne), peixe, ovos e queijos.

Esta altura também é boa para ajustar o teu ritmo de refeições. Como expliquei aqui, não é preciso comer muitas vezes por dia. Experimenta comer só três ou quatro vezes por dia – pode ser um alívio!

Cetose
A primeira fase da dieta é bastante rígida no que tem a ver com hidratos de carbono. Pode, em alguns casos, causar o estado chamado de cetose. Há muita controversa sobre isso, mas a minha experiência pessoal é que ajuda no início da dieta, mas talvez não seja ideal ficar muito tempo nesse estado. Acontece quando o organismo não tem muitos hidratos de carbono disponíveis e começa a utilizar energia da gordura que temos no nosso organismo – para quem quiser saber mais sobre o mecanismo, vale a pena ler este artigo artigo. No início pode causar alguma dor de cabeça, mas se ficares com náuseas por horas, aumenta a quantidade de hidratos de carbono (come alguma fruta, come mais vegetais, come feijão ou lentilhas mas não re-começa a comer pão ou massas!). É útil também porque neste estado sentimos muita energia (pode demorar uns dias até chegar a este ponto) e não sentimos muita fome. Se começares sentir-ter muito acelerado, aumenta a quantidade de hidratos de carbono. Lembra de beber água! Ouve o teu organismo!

O que não comer?
- Alimentos doces (tudo que contem açúcar) como bolos, gelado, sobremesas, bebidas doces, mel...
- Alimentos com muitos hidratos de carbono, como pão, massa, arroz, batatas e nesta fase, também frutas. Nesta fase também é bom evitar iogurtes, leite e controlar a quantidade de natas.
- Evita alimentos processados e comida pronta. Podem conter hidratos de carbono, gorduras de baixa qualidade e aditivos. A ideia é não voltar a comer estas comidas.
- É melhor evitar adoçantes, que também por seu lado ajuda a quebrar o "vício de açúcar".

Como continuar motivado?
Sentes falta de pão? Apetece-te alguma coisa doce depois da refeição? Sentes falta de açúcar no café? Duas semanas é pouco tempo. Pensa nas dietas anteriores e no que agora podes comer... Natas, queijos, nozes. Pensa nos lados positivos, não no que agora não podes comer. Depois de algum tempo ficas habituado e não sentes tanta falta destas comidas. E depois da primeira fase podes comer por exemplo natas com morangos, chocolate preto... Não desistas. Duas semanas é mesmo pouco tempo. E se num dia comes "mal" esquece isso e volta a tua nova dieta como se nada tivesse acontecido. Depois de alguns dias o peso volta a diminuir. Pensa que é um processo de aprendizagem antes de tudo. E esquece a balança – tens algumas calças que não te servem mais? Dão uma ideia mais exacta sobre o teu peso e teu corpo.

Como continuar?
Depois das duas semanas adiciona pouco a pouco alguns alimentos que contem mais hidratos de carbono, como por exemplo morangos ou outros frutos silvestres, pequenas quantidades de fruta e feijão, iogurtes, leite e até cereais integrais... Aqui é muito importante ouvir o teu organismo atentamente. O que te faz sentir bem? De que gostas mais? Pensa no lado positivo – ficaste com mais energia? Consegues controlar melhor as quantidades que comes? Não faças muitas experiências para não voltares ao início, e procura aos poucos o nível de hidratos de carbono que te faz sentir bem. Pessoalmente tenho reparado, depois de 9 meses a fazer uma dieta baixa em hidratos de carbono, que já não ganho peso nem quando como mais hidratos de carbono do que normalmente e por outro lado, não me apetece comer hidratos de carbono "maus" porque aprendi a ouvir o meu organismo. Não consigo comer mais do que preciso.

Vegetais gratinados

Já falei das saladas, mas alimento-me com outras coisas também! 

Vegetais gratinados
manteiga
1 couve-flor
1 brócolos (ou 2 pequenos)
1 courgette
1-2 dl de natas (se utilizares uma forma funda, põe menos natas)
queijo ralado
(queijo chèvre)

Unta uma forma grande com manteiga e adiciona os vegetais cortados em pedaços. Se quiseres, adiciona pedaços de chèvre. Polvilhe com muito queijo ralado. Mistura natas com sal (e especiarias) e deite a mistura por cima. Leve ao forno durante mais ou menos 30 minutos.

Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Às compras

No Pingo Doce - sabe bem, pagar tão pouco - há uma oferta. Compra 2x2 litros de Coca Cola e recebes uma pizza de Pingo Doce de oferta. Porque? E porque não ofertas de vegetais ou produtos Bio? As vezes penso que pequenas revoluções não chegam. Era preciso uma grande revolução!

Mas há notícias boas também: encontrei pêras Bio!



E outra surpresa boa: acabei por pagar menos do que esperava.


Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Diário alimentar

Mais um diário alimentar - acham que vale a pena escrever estes posts, gostam?

Pequeno-almoço: Dois ovos estrelados (usei manteiga para fritar), café com leite gordo.

Almoço: Salada de queijo feta, com alface, manjericão, brócolos, azeitonas, grão, sementes, azeite, sal. Um chá preto com leite.

Jantar: Omelete com espinafres e queijo feta, com uma salada de rúcula e queijo parmesão. Um iogurte natural com um pouco de banana e amêndoas laminadas. Acabei por comer mais ovos do que normalmente...

Comi também chocolate preto.

A história dos cosméticos

"Nos rótulos dos cosméticos as palavras como 'ervas', 'natural' ou até 'orgânico' não possuem definição legal. Isso significa que qualquer um pode colocar qualquer coisa numa embalagem e chamar de natural. E fazem isso mesmo."

O vídeo (com legendas em português) faz parte do projecto muito interessante "The Story of Stuff".


Obrigada pela dica, Katinha82!
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