Como está a chegar a Primavera, decidi seguir o exemplo das revistas femininas e fazer um post sobre emagrecimento. Vou dar dicas práticas baseadas na dieta Atkins (recomendo leitura de livros do senhor para mais dicas) e na minha experiência própria porque já escrevi sobre os princípios por exemplo
aqui,
aqui e
aqui. Entretanto, nem toda a gente precisa de um início radical. Eu precisei para ficar motivada – perdi 4 quilos durante as primeiras semanas (da maior parte era líquidos, claro!).
Este post é dedicado ao Robert Atkins, fundador da dieta Atkins. Porque? Porque mesmo não estando de acordo com tudo que faz parte da sua dieta, acho que ele começou um movimento muito importante que traz atenção não só na nossa dieta, mas também na indústria de alimentos. A dieta Atkins deve ser a dieta baixa em hidratos de carbono mais conhecida. Li muito sobre esta dieta no início da minha mudança radical, de que resulta por exemplo ficar no meu peso ideal sem problemas e sem fome, questionamento da indústria de alimentos e de cosmética – e um novo interesse na nutrição.
Antes de começar, também quero dizer que estou a falar nisso porque resultou comigo e sinto-me mais saudável do que nunca. Mas não sou médica, nem nutricionista. Então
seguir esta dieta está na sua responsabilidade.
Como começar?
Estou a falar de duas primeiras semanas de uma dieta baixa em hidratos de carbono. É muito provável que depois das dificuldades iniciais vais sentir-te bem – e perder peso. Penso que funciona muito bem com pessoas que já experimentaram várias dietas diferentes, conseguem comer quantidades impressionantes de comidas cheias de hidratos de carbono, ficam com vontades de comer comidas doces e ganham peso facilmente. Para pessoas assim, como eu, é fácil ficar zangadas com o nosso corpo, que parece lutar contra nós. Mas não – nós é que não sabemos como tornar o nosso corpo nosso aliado. Não é por causa de falta de disciplina que engordamos, é por não sabermos alimentar bem o nosso organismo. Pode soar ridículo, mas durante estas duas semanas tenta aprender uma forma nova de ver o teu corpo, ele precisa da tua ajuda para ficar melhor. Se puderes, presta mais atenção do que normalmente na qualidade da comida, experimenta novos produtos (também de beleza por exemplo). É um novo começo!
O que comer?
- Vegetais e mais vegetais! Não gostas? Come com manteiga, com natas, com queijo. Vais aprender a gostar. Podes comer vegetais a vontade. Faz saladas, saltea misturas de vegetais em manteiga ou azeite, faz gratinados. Evita ou come poucas quantidades de vegetais “doces” como cenoura e evita feijão – contem mais hidratos de carbono do que outros vegetais.
- Gordura! Nozes, queijos, abacate, carne e peixe gordurosos, natas (com moderação), queijos... Porque? Está explicado
aqui e
aqui.
- Proteína! Mas não exagera. Quanto? Está explicado
aqui. Boas fontes de proteína são por exemplo carne (se puderes, compra carne biológica – até se quer dizer que vais comer menos carne), peixe, ovos e queijos.
Esta altura também é boa para ajustar o teu ritmo de refeições. Como expliquei
aqui, não é preciso comer muitas vezes por dia. Experimenta comer só três ou quatro vezes por dia – pode ser um alívio!
CetoseA primeira fase da dieta é bastante rígida no que tem a ver com hidratos de carbono. Pode, em alguns casos, causar o estado chamado de cetose. Há muita controversa sobre isso, mas a minha
experiência pessoal é que ajuda no início da dieta, mas talvez não seja ideal ficar muito tempo nesse estado. Acontece quando o organismo não tem muitos hidratos de carbono disponíveis e começa a utilizar energia da gordura que temos no nosso organismo – para quem quiser saber mais sobre o mecanismo, vale a pena ler este artigo
artigo. No início pode causar alguma dor de cabeça, mas se ficares com náuseas por horas, aumenta a quantidade de hidratos de carbono (come alguma fruta, come mais vegetais, come feijão ou lentilhas mas não re-começa a comer pão ou massas!). É útil também porque neste estado sentimos muita energia (pode demorar uns dias até chegar a este ponto) e não sentimos muita fome. Se começares sentir-ter muito acelerado, aumenta a quantidade de hidratos de carbono.
Lembra de beber água! Ouve o teu organismo!
O que não comer?
- Alimentos doces (tudo que contem açúcar) como bolos, gelado, sobremesas, bebidas doces, mel...
- Alimentos com muitos hidratos de carbono, como pão, massa, arroz, batatas e nesta fase, também frutas. Nesta fase também é bom evitar iogurtes, leite e controlar a quantidade de natas.
- Evita alimentos processados e comida pronta. Podem conter hidratos de carbono, gorduras de baixa qualidade e aditivos. A ideia é não voltar a comer estas comidas.
- É melhor evitar adoçantes, que também por seu lado ajuda a quebrar o
"vício de açúcar".
Como continuar motivado?
Sentes falta de pão? Apetece-te alguma coisa doce depois da refeição? Sentes falta de açúcar no café? Duas semanas é pouco tempo. Pensa nas dietas anteriores e no que agora podes comer... Natas, queijos, nozes. Pensa nos lados positivos, não no que agora não podes comer. Depois de algum tempo ficas habituado e não sentes tanta falta destas comidas. E depois da primeira fase podes comer por exemplo natas com morangos, chocolate preto... Não desistas. Duas semanas é mesmo pouco tempo. E se num dia comes "mal" esquece isso e volta a tua nova dieta como se nada tivesse acontecido. Depois de alguns dias o peso volta a diminuir. Pensa que é um processo de aprendizagem antes de tudo. E esquece a balança – tens algumas calças que não te servem mais? Dão uma ideia mais exacta sobre o teu peso e teu corpo.
Como continuar? Depois das duas semanas adiciona pouco a pouco alguns alimentos que contem mais hidratos de carbono, como por exemplo morangos ou outros frutos silvestres, pequenas quantidades de fruta e feijão, iogurtes, leite e até cereais integrais... Aqui é muito importante ouvir o teu organismo atentamente. O que te faz sentir bem? De que gostas mais? Pensa no lado positivo – ficaste com mais energia? Consegues controlar melhor as quantidades que comes? Não faças muitas experiências para não voltares ao início, e procura aos poucos o nível de hidratos de carbono que te faz sentir bem. Pessoalmente tenho reparado, depois de 9 meses a fazer uma dieta baixa em hidratos de carbono, que já não ganho peso nem quando como mais hidratos de carbono do que normalmente e por outro lado, não me apetece comer hidratos de carbono "maus" porque aprendi a ouvir o meu organismo. Não consigo comer mais do que preciso.